sexta-feira , dezembro 9 2016
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Nunca mais vou chorar na sepultura Do amor que eu mesmo assassinei

Nunca mais uma lágrima vai cair
Aprendi a viver com essa dor
Dos dois crimes que tem, um é o amor
Mais um outro, o direito de sorrir
Muitos meses contados sem dormir
Muitas horas somadas que chorei
E o pranto que em publico derramei
Hoje ecoa em meu íntimo e me tortura
Nunca mais vou chorar ne sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei

Quando um grande amor, a gente mata
Lá no céu de desgosto um anjo chora
Se eu pudesse estornar aquela hora
Nunca mais eu falava em sorte ingrata
Apesar desta dor que me maltrata
Me conforta saber que já te amei
Alguns crimes das costas já tirei
Mas o crime do amor inda perdura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei

Hoje vivo tal qual um condenado
Tendo a pena perpétua como pena
E de pena se chora vendo a cena
Quem da morte do mar se fez culpado
Tem a sombra da culpa do meu lado
E a memória lembrando que errei
Se pensar que da dor me libertei
A consciência sem dor me enclausura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que mesmo assassinei.

Glosas: Paulo Rabelo
Mote: Autor desconhecido

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